quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Solidão

Ela é minha musa
em pedaços
meu albergue no inverno
ela é minha musica triste no silencio
minha roupa nova
em dia de baile
minha cegueira em dia de sol
minha direçao escrita em braille
minha poesia maior
meu maior obstaculo
minha eminente angustia
inevitavel medo
que escorrega por entre os olhos
que esta quando fico
proximo a muita gente
ou trancando so no meu quarto
ela é a delicadeza
de dizer que sou unico
e a brutalidade de dizer
que todos sao assim
é a porta para o pensar
e a chave pro desespero
é o arrepio na espinha no caminho frio
e o calor insuportavel
em meio as multidoes
é o manto que me envolve
desde que vim ate aqui
e que me descobrira
quando eu for embora

5 comentários:

M.onster disse...

E se todos somos apenas mais do mesmo, é melhor amarrarmos todos pedras nos pés e pular das pontes mais próximas. O mundo de iguais é muito sem graça! hahaha

Bela poesia amigo! \o

Maíra Souza disse...

Ela também é bonita.. =)

Muito bom, como sempre!
BjO

Mandrágora disse...

.minha roupa nova
em dia de baile
minha cegueira em dia de sol
minha direçao escrita em braille.

Arrasou!
;]

Raphaela disse...

S2 ^^

Fanzine Episódio Cultural disse...

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